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Titas

Após lançarem “Nheengatu” no ano passado, Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Bellotto e Sergio Britto levaram aos palcos de todo país as canções do álbum, que foi considerado um dos grandes lançamentos de uma carreira de mais de 30 anos. Um sucesso de público e crítica, o projeto acabou se tornando o DVD “Nheengatu Ao Vivo”, que registra os Titãs tocando as músicas do recente álbum e também canções de discos mais antigos. Com direção de Joana Mazzuchelli e composto por 19 faixas e material extra, o DVD chega às lojas pela Som Livre ainda este mês. O produto também é lançado em formato de álbum (14 faixas) e disponibilizado em plataformas digitais. Premiado como melhor show do ano pela APCA, “Nheengatu ao Vivo” traz em seu repertório as recentes “Fardado”, “Mensageiro da Desgraça”, “Terra à Vista”, “Cadáver sobre Cadáver”, “República dos Bananas”, “Pedofilia”, “Fala Renata”, “Baião de Dois” e outras. Além das músicas do último álbum, o show também conta com sucessos mais pesados e algumas músicas que há muito não tocavam. “É uma forma de trazer um novo olhar para o repertório antigo. E os próprios hits têm uma nova leitura, como ‘Sonífera Ilha’, que neste DVD tem um caráter de frescor, misturado com a roupagem desse novo trabalho”, afirma Paulo Miklos. Entre as canções antigas, destacam-se “Televisão”, “Desordem”, “Massacre”, “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” e “Pela Paz”. Como sugere o próprio repertório, o novo trabalho traz uma banda renovada, mas que ao mesmo tempo celebra o passado.
”Neste DVD, os Titãs estão em sua melhor forma, mostrando músicas da carreira inteira, provando que as glórias do passado convivem perfeitamente com as inquietações do presente, e vice-versa”, afirma Tony Bellotto. “Os fãs podem esperar um DVD de rock pesado, crítico e com a pegada ‘titânica’ renovada”, completa Branco Mello. O show, sensação em vários festivais de rock pelo país, conta ainda com as máscaras inspiradas pelo clipe de “Fardado”, de Oscar Rodrigues Alves, que ilustram a capa do produto. Para Sergio Britto, esse é um momento que merece destaque na apresentação da banda: “Eu gosto muito da parte em cantamos mascarados. É inédito na nossa carreira. Todas as vezes que fizemos isso senti uma tensão no ar e acho que até por causa disso as pessoas prestam mais atenção às músicas. Não é uma característica do nosso trabalho, mas casou muito bem com essa postura do show, mais agressiva e cênica”. Um marco na trajetória dos Titãs, “Nheengatu” reinventou a carreira da banda e movimentou o panorama do rock brasileiro atual. “Esse lançamento reafirma a nossa capacidade criativa, a capacidade de fazermos algo com frescor. Mesmo com mais de 30 anos de carreira, é importante que a gente ainda traga novidade. Tem um caráter de renovação, até mesmo para a nossa relação como banda”, analisa Britto. “É um momento de reinvenção, não é fácil você se sentir um estreante depois de 33 anos de uma carreira tão bem-sucedida”, afirma Tony Bellotto, sobre o momento vivido pela banda.