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O Street Rock esta de volta

A ATRAÇÃO INTERNACIONAL JESUSMARTYR SUBIU AO PALCO AS 17:45HS DIANTE DE UM POR DO SOL CINEMATOGRÁFICO

Num domingo ensolarado de mais de 30 graus, o caminhão estacionou no Parque Independência, em frente ao Museu do Ipiranga, para a primeira etapa de 2006. O evento começou por volta das 15:00, com a apresentação da banda Similar. A banda, que fez sua primeira apresentação no evento em 2004, mostrou muita personalidade e voltou a levantar a galera, desta vez com um som mais maduro. Segundo Miojo, guitarrista da banda, “foi muito legal tocar de frente para o museu, o visual é demais”. O lugar é realmente muito bonito. A energia do público é diferente, pois mistura o clima de família do bairro do Ipiranga com a galera jovem que gosta das bandas e do evento. A segunda atração a subir no palco foi a banda Fungos, que há algum tempo esperava a oportunidade de tocar no evento. Com seu carisma, a banda rapidamente contagiou o público presente. Depois foi a vez do C-Real, de Guarulhos, com sua mistura de ritmos como o maracatu, forró e baião, com a guitarra pesada e boas letras. Logo no início do show, para a surpresa de todos, houve uma pausa devido a problemas técnicos. Com tudo solucionado, a banda não deixou a vibração cair. Não é a toa que os caras conquistaram a quarta colocação de melhor disco de metal do Prêmio Claro de Música Independente no ano de seu lançamento, em 2004, ficando atrás de grandes nomes como Sepultura, Angra e Krisium. A quantidade de alimentos arrecadados caiu em
relação aos eventos passados, por ser um parque público e com entrada livre, não há como controlar o ingresso, que é um quilo de alimento não perecível. Um dos produtores do evento, Daniel Baccaro, acredita que este é um novo momento de conscientização do público que participa e contribui ao longo desses cinco anos. Cercado ou não, o Street Rock sempre foi um festival beneficente que ajuda até quatro entidades por etapa. As entidades beneficiadas nesta etapa foram: Nossa Casa, Centro de Convivência Infantil e Centro Alice Tibiriçá. Os 600 quilos arrecadados foram distribuídos igualmente entre as três entidades. A atração internacional Jesusmartyr subiu ao palco às 17:45 para um show explosivo diante de um por do sol cinematográfico para delírio da equipe de futuros cineastas da FAAP, que documentava cada detalhe do cenário. A atração mais esperada desta etapa foi a banda Ludovic, que utiliza com muita criatividade as influências do punk e do pós punk. A banda se apresentou já de noite, com tanta intensidade que, num momento de empolgação, o vocalista Jair acabou machucando a cabeça ao se pendurar no teto do caminhão palco, assustando os fãs. O Ludovic literalmente deu sangue no palco. Quem esteve presente sentiu na pele a experiência impar de escutar uma das bandas mais respeitadas da cena independente paulistana. Dia 13 de agosto tem mais.

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